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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Arquitetas explicam a diferença entre banheira e ofurô e dão sugestões de como escolher o que é ideal para sua casa

Lá fora o termômetro marca 6 graus Célsius, e aqui dentro, após um longo dia de trabalho, você relaxa imerso em um ofurô com água quentinha a 36°C. Sentiu-se o protagonista rico de uma novela? Mas essa cena poderia acontecer na sua casa.

Antes de mais nada, vale explica a diferença entre banheira e ofurô. O primeiro item é voltado à higiene corporal, por isso sua água é trocada a cada utilização. Já o segundo equipamento tem o objetivo de ser usado para o relaxamento, explicam as arquitetas Celina Galiotto Furlane Carla Todescato, que têm escritórios em Caxias do Sul (RS).

Ofurô significa banheira em japonês, mas nos rituais familiares do país asiático assumem uma função diferente da que o equipamento tem em nações ocidentais. São usados, lá, para banhos de imersão, em que o ocupante fica sentado e tem água até a altura do ombro, aproximadamente. Podem ser usados por mais de uma pessoa ao mesmo tempo e não têm a água trocada a cada uso, uma vez que o banho é tomado antes do rito de descanso.

Outra característica do ofurô é a temperatura da água, mais alta: em geral, entre 36°C e 40°C. A banheira, por outro lado, permite instalar acessórios como cromoterapia (luzes que mudam de cor) e hidromassagem. Banhos de espuma e de sais podem ser tomados em ambos os equipamentos.

Como escolher? "O primeiro passo é definir o objetivo do usuário: se for apenas para banhos relaxantes, o ofurô é ótimo; se o objetivo é também a higiene corporal, o indicado é a banheira", resumem as profissionais.

A banheira deve, preferencialmente, ser instalada em um local distinto do chuveiro, mas caso o espaço seja restrito, pode-se usar as duas funcionalidades no mesmo local. Falando em ambientes compactos, as arquitetas pontuam que, atualmente, as fábricas já desenvolvem modelos um pouco menores.

O tamanho da banheira ou do ofurô vai depender primeiramente da área quadrada disponível - seja no banheiro, no loft, na sala de banho, na área fitness ou no dormitório, alguns dos locais que permitem a instalação do equipamento. É preciso levar em conta, por exemplo, que outras facilidades do ambiente tenham acesso livre. Assim, se há um vaso sanitário, é preciso deixar uma área de pelo menos 15 centímetros nas laterais e 40 centímetros na parte da frente até a banheira ou o ofurô. Além disso, o tamanho do "tonel" deve ser ergonômico, ou seja, ser capaz de comportar com conforto o corpo que será imerso nele.

E é preciso levar em conta, ainda, o desejo do ocupante. "Há pessoas que têm muita área disponível mas querem um ofurô pequeno, enquanto outros clientes têm um local menor mas sonham com uma banheira grande", exemplificam Celina e Carla. Para auxiliar no dimensionamento, unindo as necessidades do cliente e as possibilidades do ambiente, elas sugerem a consulta a um profissional.

Um especialista também vai ajudar o morador a escolher o material de confecção dos equipamentos. "As banheiras podem ser encontradas em fibra de vidro, acrílico, louça e Quarrycast [composto de rochas vulcânicas e resina], ou podem ser de alvenaria revestida com película emborrachada", enumeram as arquitetas. Os ofurôs são, normalmente, feitos de madeira, mas também estão disponíveis em materiais sintéticos apropriados.

Segundo as profissionais, não existe uma regra para combinar o material com o estilo. "É possível ter um projeto moderno e combiná-lo com um ofurô de madeira", ilustram. O necessário é relacionar o visual da banheira com o de outros elementos da decoração, como puxadores, registros e penduradores de toalha, por exemplo, além de revestimento da parede - azulejos dão ar mais clássico, enquanto porcelanato e granito conferem contemporaneidade - e acabamento imobiliário, entre outros. "Manter o equilíbrio entre os diferentes estilos é a chave para um bom efeito estético", ressaltam.

Além disso, lembram Celina e Carla, a disponibilidade orçamentária do cliente também pesa nessa escolha, uma vez que os diferentes materiais têm preços distintos. Cromoterapia, hidromassagem e almofadas para a cabeça estão entre os itens que também agregam qualidade - e custo - ao projeto.

Falando em valores, elas aconselham que se pense na instalação da banheira ou do ofurô o mais cedo possível, pois é mais barato prever o equipamento no projeto da casa (antes de ela ser construída) do que reformar um cômodo para receber o tonel. Quanto à preparação, a área precisa ter, entre outros itens de estrutura, uma laje que suporte o peso concentrado (da água somado ao da pessoa dentro do ofurô ou da banheira) e encanamento de abastecimento e de escoamento da água, enumeram.

Em termos de manutenção, o ofurô pode ser limpo com uma esponja, "quando a superfície estiver escorregadia ou houver impurezas secas nela". Quando é feito de madeira, é preciso, ainda, lixá-lo para remover "pêlos" microscópicos. A banheira é higienizada da mesma forma que outros utensílios do banheiro, com produtos neutros. "Para mantê-la espelhada, uma dica é passar cera liquida periodicamente", sugerem.

Loft à Mulher
Na Casa Cor RS 2011, Celina e Carla assinam o projeto do ambiente número 11, entitulado Loft à Mulher. No espaço, a área de descanso foi colocada em desnível, mais alta do que o espaço gourmet, o home office e o estar social. No local de relaxamento estão a cama, o banheiro, o closet e, claro, a banheira. "O projeto teve a intenção de integrar todas as funções do loft, e a banheira complementa o bem estar e o aconchego", descrevem.

O equipamento conta com hidromassagem e cromoterapia de LEDs, "que ressalta o painel da cascata, onde há palavras que enaltecem as qualidades femininas", finalizam.

>> Confira as fotos do Loft à Mulher e de outras banheiras e ofurôs da Casa Cor RS 2011


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domingo, 5 de agosto de 2007

Dicas de construções - Janelas

As janelas são consideradas componente das edificações, embora elas, em si, sejam um sistema de partes fixas e móveis, constituído por diversos componentes que se encaixam ou se ajustam para permitir o seu funcionamento. Elas são projetadas com as seguintes finalidades:1- controlar a iluminação ambiente;2- promover uma ventilação adequada;3- impedir a penetração de águas pluviais e ventos;4- isolar o ambiente do ruído externo;5- oferecer segurança contra entrada de pessoas estranhas e animais;6- oferecer conforto na sua utilização e no seu manuseio.1- Controlar a Iluminação Ambiente: As janelas com panos de vedação transparentes ou translúcidos devem proporcionar ao ambiente uma iluminação adequada às atividades dos ocupantes. Devem ser dimensionados os vão das janelas na razão de 1/8 da área do piso para compartimentos de utilização transitória, quais sejam vestíbulos, salas de entrada, de espera, cozinhas, instalações sanitárias, depósitos, e outros de destinação semelhante. Nos compartimentos de permanência prolongada como quartos, salas, lojas, gabinetes de trabalho, escritórios, consultórios, copas e salas de jantar, a área dos vãos deve ser de 1/6 da área do piso.2- Promover ventilação adequada: Não é aconselhável que as janelas confiram estanqueidade total ao ar, a menos em situações de interesse específico. A vazão do ar através da janela deve sempre existir, de forma a permitir uma troca de ar que, no mínimo, garanta condições de salubridade ao ambiente. Essa vazão, entretanto, não deve permitir perdas excessivas de calor no período do inverno, de ar refrigerado em ambientes condicionados artificialmente, ou ventos excessivos direcionados de fora para dentro que provoquem desconforto aos usuários. As janelas devem permitir ventilação de pelo menos a metade da sua área total. Prefira as básculas, máximo-ar, às janelas de correr.3- Impedir a penetração de águas pluviais: As janelas, embora devam permitir penetração controlada de ar, não devem permitir a penetração de águas pluviais. Todos os dispositivos devem ser projetados e construídos de forma a garantir estanqueidade à água. Devem existir proteções na fachada, tais como beirais, pingadeiras, ressaltos e outros detalhes construtivos que evitem os excessos de águas de chuva que se formam na superfície das fachadas e se projetam sobre as janelas. No caso de basculante estes não devem ter folgas muito grandes nas suas partes móveis, e devem ter pingadeiras horizontais e verticais, com dimensões de forma a cobrir bem a peça adjacente. A parte inferior não deve ser móvel, para fixação da alavanca de manejo. Nos basculantes em cantoneira de ferro as cantoneiras de montagem terão seus cantos internos bem recortados, não contendo restos de solda ou tinta que venham a impedir seu total fechamento. Os grampos de fixação serão em rabo de andorinha, chumbados na alvenaria com argamassa de cimento e areia traço 1:3, sendo no mínimo em número de dois em cada lado da esquadria, espaçados aproximadamente 60 cm. Nos caixilhos de correr as folhas móveis deve ter nas laterais e na parte superior boa superposição dentro dos rebaixos dos montantes e sobre as folhas fixas. Os trilhos rebaixados terão dispositivos para esgotar a água com facilidade. Nas janelas tipo guilhotina, os rebaixos em volta do montante que servem como guias e encaixe das folhas, devem ser bastante profundos (no mínimo 15 mm) e ter pouca folga para as folhas, para impedir a penetração de chuva com o vento. A superposição da folha externa sobre a interna deve ser bastante grande e com pouca folga entre elas. No caso dos peitoris de massa o revestimento deve sempre passar por baixo da janela, nunca deixando uma junta entre esta e o peitoril. Os peitoris terão uma boa inclinação para fora. Os peitoris em pedra devem ficar salientes em relação ao revestimento externo, com pingadeira eficiente. Em todos os tipos de janelas as folhas ou caixilhos devem ser milimetricamente esquadrejados de forma a permitir o seu perfeito funcionamento.4- Isolar o ambiente de ruído externo Independentemente do seu tipo, as janelas devem representar uma barreira à penetração de ruídos gerados no exterior do edifício. Este item está ligado ao projeto total da esquadria e ao seu fabrico. Se bem ajustada, com todas as partes se encaixando perfeitamente, além de vidros bem dimensionados para os vão, a janela tende a promover um bom isolamento ao ruído externo. Em casos especiais, onde o nível de ruídos externos é extremamente elevado, poderão ser projetadas de modo a oferecer alto grau de isolação acústica, mediante a adoção de vidros duplos, caxetas e outros dispositivos especiais.5- Oferecer segurança Nos basculantes os vão da partes móveis não devem ter largura superior a 15 cm de forma a impedir a entrada de pessoas. Nas janelas de correr deve-se prever, além do puxador com fechadura, um dispositivo para cadeado. As venezianas das janelas de madeira não devem ter largura superior a 40 ou 50 cm. Se necessário devem ser divididas com um montante central.6- Oferecer conforto na sua utilização e no seu manuseio As janelas, durante sua vida útil, serão operadas a fim de conferir aos usuários as condições mais favoráveis de conforto para as atividades a serem realizadas no aposento. O manuseio das folhas móveis deve ser de grande facilidade, requerendo o mínimo de esforço do operador. É necessário um ajuste perfeito entre as peças e devem existir folgas mínimas, apenas as necessárias ao seu bom funcionamento. De acordo com o tipo de janela, suas folhas podem sofrer esforços inadequados devido às condições normais ou anormais de funcionamento. Por isso devem ser projetas e construídas de forma a suportarem esforços sem se deformaram de maneira permanente, prejudicando seu funcionamento, nem permitirem a deterioração de alguns de seus componentes ou quebra de vidros. Assim como no caso do isolamento ao ruído externo, a esquadria bem projeta e fabricadas tendem a oferecer conforto na sua utilização.

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